
Foi através dos estudos em teoria da imagem durante seu curso de história no sul do Brasil que Tanara Stuermer descobriu o poder documental da fotografia. Começou a fotografar em 2009 e se interessou pela fotografia de rua, explorando em suas imagens momentos de vida e solidão no Rio de Janeiro, cidade onde mora desde 2007. Mais tarde ela se voltou para a fotografia autoral e desenvolveu a série Interferências, entre Rio e Paris, com imagens que flertam com a abstração e são captadas através da interferência de material plástico para documentar a realidade das relações humanas contemporâneas.
Ainda utilizando interferências, ela agora desafia alguns limites da fotografia com a materialidade das impressões sobrepostas, para examinar os movimentos e suas possibilidades dentro do futebol de praia carioca na série "Altinha". Sua obra faz parte da coleção Un fonds photographique brésilien da Bibliothèque Nationale Française e da Coleção Joaquim Paiva no MAM Rio - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Ganhadora do Prêmio Revelação do FotoRio de 2023 e finalista do Open Call InCadaqués de 2024 e do Sony World Photography Awards de 2025, ela é representada pela Galerie du Passage Pierre Passebon em Paris, França.